(Ivan Siqueira)
Idéias são idéias, não passam de idéias! O problema é que algumas idéias podem mudar o rumo das coisas, e mudam, e, às vezes, mudam para pior! Não devemos acreditar em tudo sem antes questionarmos o tudo! E, até essa minha idéia, também merece ser questionada, claro!
Uns plasmam idéias, conceitos, e outros repetem esses conceitos, que nem sempre são verdadeiros, algumas vezes são idéias plasticamente bonitas, fazem efeito, mas contém pouco de verdade. Na macroeconomia, por exemplo, existe uma expressão que agrada a todo mundo, é “desenvolvimento auto-sustentável”, quando a gente lê isso pela primeira vez, dá vontade de sair repetindo isso, de tão bonito que é essa expressão, assim, você ouve isso na boca de ministros, presidentes, senadores, e muita gente boa, basta vermos as entrevistas que eles dão, ficou registrada lá no jornal, na TV, eu tenho vários depoimentos guardados de pessoas que propõem caminhos para se atingir o "desenvolvimento auto-sustentável", sem saber que isso não existe! Foi falado um dia por alguém, vem lá da década de 70, e a partir daí, todo mundo enche a boca e manda: “assim atingiremos o desenvolvimento auto-sustentável!”. Mas a teoria do desenvolvimento não parou na década de 70, muita água já rolou!
Não existe desenvolvimento auto-sustentável, pela simples razão de que os mecanismos que geram o desenvolvimento são os mesmos que têm necessidade de encerrar o processo de desenvolvimento, a acumulação de capital se esgota, e deflagra o processo inverso, ou seja, não crescer em determinados períodos é o que permite crescer em outros períodos, assim, crescimento e estagnação andam de mãos dadas a vida toda, precisam um do outro! Mas, vem alguém e tenta nos iludir: estamos quase atingindo o desenvolvimento auto-sustentável! Poderíamos perguntar: em que galáxia?
Conceitos que não são verdadeiros, existem aos montes por aí, e nós devemos saber nos proteger dessas idéias, sempre plasticamente belas, mas frágeis. Na atividade de compra e venda de ações na Bolsa de Valores, está cheio disso! Só existe bolsa porque os preços caem e sobem, caem e sobem, quando os preços caem é a condição para que eles subam mais à frente! É cíclico, eternamente cíclico! Criou-se uma idéia de que na bolsa de valores uns lutam contra outros, criou-se até a figura da luta, touros contra ursos! Que é bonito é, o touro movimenta o chifre de baixo para cima (os altistas) e o urso dá paulada com a pata de cima para baixo (os baixistas). O visual impressiona, mas não existe isso na bolsa, não há disputa de ninguém contra ninguém em nenhuma bolsa de valores. A disputa é de todo mundo com a sua inteligência, ninguém ganha o dinheiro de ninguém, no ato de uma operação, naquele exato momento em que um vendeu e o outro comprou, há, apenas, uma troca de mesmo valor, não há nem perdedores nem ganhadores, se o tempo para ali, um saiu com um valor e o outro ficou com o mesmo valor, o futuro é que vai dar ganhos a um e perdas ao outro! A disputa não é de altistas contra baixistas, não há disputa de ninguém contra ninguém, o dinheiro que um comprador ganha na bolsa não é de quem vendeu a ação para ele, e vice versa, você ganha do futuro, e quando perde, perde para ele também, o que há, é apenas troca de posse! No mercado não há disputa entre pessoas ou grupos, há apenas erros e acertos, em toda operação alguém fez uma coisa certa, o outro fez uma coisa errada, não existem dois fazendo a melhor coisa para cada um, como se fosse possível em uma operação os dois saírem ganhando, o que vendeu diz, “fiz um ótimo negócio vendendo”, e o outro diz, “fiz um ótimo negócio comprando!”, isso não existe, apenas um deles fez um bom negócio, o outro fez um péssimo negócio, sempre. Mas o ganho será dado pelo futuro, o outro está fora do futuro, perdeu para ele mesmo. Mas, isso não é disputa entre os dois, é disputa de cada um com sua inteligência , seu conhecimento, por isso os chamados insiders sempre ganham, mas não ganham dos outsiders como se diz, ganham deles mesmos!
O que você compra na bolsa? Compro ações de empresas. Não, apenas parece que é isso, você compra o futuro! Quando você compra um papel, está comprando um futuro que pode ser bom ou ruim, mas quando você vende, está ficando apenas com o dinheiro que não quis colocar no futuro. As pessoas dizem assim: "Cara, vendi hoje com um ganho fantástico, eu tinha comprado o papel ao valor de..." Esse pensamento é o maior equívoco, porque o ganho financeiro não está no passado, está sempre no que ainda vem. E, também, não está apenas em suas ações na vida, mas inclusive na sua falta de ações na vida! Ocorreu um boom no valor dos imóveis, todo mundo que comprou imóveis ganhou, você não comprou, então perdeu! Não adianta pensar que não perdeu, se tivesse aproveitado o boom de preços estaria melhor do que está hoje, então, é certo, perdeu! Na bolsa é a mesma coisa, você perde e ganha com o que ainda está por vir, e com o que deixou de fazer! É sempre o futuro, o que determina tudo, o que vai valer é o que ainda vem pela frente! Touros e ursos, é apenas um visual, como se a luta fosse com outros, que é bonito é, mas não passa de bonito!
Ivan Siqueira
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25 de setembro de 2011
24 de setembro de 2011
26 - O mercado de ações e o cosmos
(Ivan Siqueira)
Todo investidor que opera no mercado de renda variável vive um dilema interessante, tem que descobrir o que será o futuro, afinal, ele vive da diferença entre posições que tomou no presente e posições que tomará no futuro, mas para descobrir o futuro, só conta com o passado! É dilema, mas é, ao mesmo tempo, redenção!
Mas, aí é que pode estar o problema. Assim, é no passado que ele procura entender acontecimentos que mostrem a ele como esse passado vai exigir coisas no futuro. Exigir, como assim? Claro, toda operação no presente está a espera de sua recompensa no futuro, assim, no dia de hoje, o que acontece na Bolsa é o reflexo do que aconteceu ontem, a três dias atrás, a quinze dias atrás... Subiu? Claro, porque precisava subir! Caiu? Sim, precisava cair! Parece o óbvio, mas não é, é preciso entender esse “precisava”!
No fim de semana, você vai fazer compras em uma feira livre, comprar legumes ,verduras e frutas, e sempre na barraca do Clemir apesar dos preços estarem afixados nas tabuletas, ele sempre te dá um desconto, pronto, você já advinhou o que será o futuro, na semana que vem ele te dará o desconto também! Quando você descobre que não é apenas ele, naquele mercado, que dá descontos, mas também todos os feirantes, em todas as barracas, quando você vê que dar descontos é mecanismo de venda daquele mercado, você entrou no futuro de forma ainda mais firme, você está entendendo o mercado! O passado sempre revela o futuro! Mas, cuidado, o futuro também precisa revelar o passado e o presente! O que você vai fazer hoje na Bolsa? Depende. Depende de que? Do futuro. Mas o futuro não chegou ainda. Mas ele existe nas intenções de quem operou ontem, de quem opera hoje, e é ele que está moldando o presente!
As técnicas atuais de análise do mercado de ações, no fundo, procuram isso, o que ocorreu no passado que vai se projetar no futuro, seja em repetições exatas, seja em variantes, seja em inversões do passado. De modo geral todos os indicadores, osciladores, rastreadores de tendências, e até mesmo simples figuras que se formam nos gráficos, triângulos, retângulos, flâmulas, cabeça-e-ombro, estão contando a história do passado, e são usadas no que se espera seja o futuro. Até aí, tudo bem, é parecido, com o que eu espero do Clemir! A partir daí, é que começa o problema. Todos os métodos e técnicas de análise só utilizam o passado, mas talvez isso seja o problema, um método mais eficaz deveria fazer o contrário, usar o futuro como justificativa do que ocorreu no passado, melhor explicando, devemos olhar os preços hoje, como resultado do que eles serão no futuro, na lógica das análises atuais, faz-se o contrário, pensa-se assim, “como aconteceu isso no passado, vai acontecer aquilo no futuro!” . Eu estou propondo uma outra análise, que diz assim, “porque vai acontecer isso no futuro é que o presente é esse!”. O que estou dizendo, é simples, é que a análise técnica precisa explorar mais o futuro!
Nunca se vê alguém analisando ações com base no que ocorre com ela apenas hoje, tanto isso é um fato, que a análise técnica exige que se tenha um histórico do movimento dos preços, volume, etc, ocorridos no passado. Linhas de tendência, assim como suportes e resistências, só se formam com acontecimentos no tempo, senão fica impossível de traçarmos essas linhas, mas, estranhamente, não conheço nenhum método que trace um histórico do futuro, com exceção da simetria sanfonada que faz uma pequena parte disso. O estágio em que se encontra a análise técnica, mapeia o passado, mas não mapeia o futuro de forma expandida. Mas, pra que serveria isso? É que o preço de um papel que vigorou no mercado em fevereiro, está refletindo duas coisas, do que ocorreu com esse papel em novembro, dezembro, mas também do que vai acontecer com o papel, nas próximas semanas, nos próximos meses, etc. Esse futuro esperado é o que dita o presente! Mas, esse futuro é incerto, não? Nem tanto, o futuro tem uma componente grande regida pelas intenções tomadas no presente, e o agente se preparou para as intenções futuras. Está todo mundo lá no futuro, e o presente reflete isso! Se é verdade minha tese, é o futuro que tem que ser visto, não o passado.
Um método seguro, seria aquele em que você compra ou vende aquele papel, justificando o que espera de seu comportamento, de sua trajetória, em um bom espaço de tempo no futuro. Mas, isso não é advinhação? Não, cada pessoa que opera no mercado o faz com uma espera de acontecimentos no futuro, cabe a quem analisa, desvendar a intenção da média das pessoas, e sobre cada resultado de sua prospecção para um período, jogar o futuro à frente. O futuro longo, seria apenas um encadeamento de passados justificados. O resultado seria a “vida esperada” do papel, isso me cheira mas eficaz do que a “vida acontecida” do papel. Apenas como exemplo visual, você teria no seu MetaStock projeções para um ano à frente, dia a dia.
Parece fantasia? Que nada, os astrônomos nos avisam com antecedência de anos o que acontecerá com um cometa daqui a 38 anos! E acertam. E por quê conseguem isso? Descobriram o processo científico! E, veja, que esse é um mundo bem maior do o mundo das ações na bolsa de valores! Imagine-se em um ônibus espacial passeando pelo Universo. Sabe-se que o Universo tem aproximadamente a distância de 13 bilhões de anos-luz, e parece ser curvo, as distâncias são medidas de acordo com a velocidade da luz, e a luz se move a 300.000 quilômetros por segundo. Assim, tudo é medido em ano-luz, não tem como medir em quilômetro! Mas 1 ano-luz, é uma distância impensável! Veja só que o perímetro da Terra tem apenas 0,1 segundo-luz, se você passar uma corda em volta da Terra, e esticar a corda tem 0,1 segundo-luz! Da Terra ao Sol, é longe demais, tem 8 minutos-luz, não chega nunca! Mas, logo depois do Sol vem a estrela mais próxima, quando você passar pelo Sol, pergunte pela janela aos soláqueos se a estrela mais próxima já está chegando! Eles vão responder: “Vai fundo, garoto, a estrela Alpha Centauro fica logo aí pela frente, pertinho, a 4,2 anos-luz da Terra!”. Você viu, não é minutos-luz, é anos-luz! Quando você chegar à segunda estrela mais próxima da Terra, Alpha Centauro, que faz parte de bilhões de estrelas da nossa galáxia Via Láctea, pode ser que você tenha vontade de dar uma esticada até uma outra galáxia, sair um pouco da Via Láctea! Andrômeda é a galáxia mais próxima da Via Láceta, siga pra lá no seu ônibus espacial, Andrômeda fica a dois milhões de anos-luz da Terra! Quando daqui olhamos para Andrômeda, a luz dela que chega até nós, saiu de lá a dois milhões de anos luz atrás, o que vemos é uma galáxia antiga, ou seja, o que ocorria lá a dois milhões de anos atrás! Você vê, até a luz procura o futuro! O que está acontecendo hoje em Andrômeda já tem seu futuro determinado!
E nós aqui, desejando usar o passado para prever o valor de uma ação na bolsa de valores no ano que vêm! Tudo bem, tudo certo, como dois e dois são cinco! Vai fundo, garoto!
Ivan Siqueira
Todo investidor que opera no mercado de renda variável vive um dilema interessante, tem que descobrir o que será o futuro, afinal, ele vive da diferença entre posições que tomou no presente e posições que tomará no futuro, mas para descobrir o futuro, só conta com o passado! É dilema, mas é, ao mesmo tempo, redenção!
Mas, aí é que pode estar o problema. Assim, é no passado que ele procura entender acontecimentos que mostrem a ele como esse passado vai exigir coisas no futuro. Exigir, como assim? Claro, toda operação no presente está a espera de sua recompensa no futuro, assim, no dia de hoje, o que acontece na Bolsa é o reflexo do que aconteceu ontem, a três dias atrás, a quinze dias atrás... Subiu? Claro, porque precisava subir! Caiu? Sim, precisava cair! Parece o óbvio, mas não é, é preciso entender esse “precisava”!
No fim de semana, você vai fazer compras em uma feira livre, comprar legumes ,verduras e frutas, e sempre na barraca do Clemir apesar dos preços estarem afixados nas tabuletas, ele sempre te dá um desconto, pronto, você já advinhou o que será o futuro, na semana que vem ele te dará o desconto também! Quando você descobre que não é apenas ele, naquele mercado, que dá descontos, mas também todos os feirantes, em todas as barracas, quando você vê que dar descontos é mecanismo de venda daquele mercado, você entrou no futuro de forma ainda mais firme, você está entendendo o mercado! O passado sempre revela o futuro! Mas, cuidado, o futuro também precisa revelar o passado e o presente! O que você vai fazer hoje na Bolsa? Depende. Depende de que? Do futuro. Mas o futuro não chegou ainda. Mas ele existe nas intenções de quem operou ontem, de quem opera hoje, e é ele que está moldando o presente!
As técnicas atuais de análise do mercado de ações, no fundo, procuram isso, o que ocorreu no passado que vai se projetar no futuro, seja em repetições exatas, seja em variantes, seja em inversões do passado. De modo geral todos os indicadores, osciladores, rastreadores de tendências, e até mesmo simples figuras que se formam nos gráficos, triângulos, retângulos, flâmulas, cabeça-e-ombro, estão contando a história do passado, e são usadas no que se espera seja o futuro. Até aí, tudo bem, é parecido, com o que eu espero do Clemir! A partir daí, é que começa o problema. Todos os métodos e técnicas de análise só utilizam o passado, mas talvez isso seja o problema, um método mais eficaz deveria fazer o contrário, usar o futuro como justificativa do que ocorreu no passado, melhor explicando, devemos olhar os preços hoje, como resultado do que eles serão no futuro, na lógica das análises atuais, faz-se o contrário, pensa-se assim, “como aconteceu isso no passado, vai acontecer aquilo no futuro!” . Eu estou propondo uma outra análise, que diz assim, “porque vai acontecer isso no futuro é que o presente é esse!”. O que estou dizendo, é simples, é que a análise técnica precisa explorar mais o futuro!
Nunca se vê alguém analisando ações com base no que ocorre com ela apenas hoje, tanto isso é um fato, que a análise técnica exige que se tenha um histórico do movimento dos preços, volume, etc, ocorridos no passado. Linhas de tendência, assim como suportes e resistências, só se formam com acontecimentos no tempo, senão fica impossível de traçarmos essas linhas, mas, estranhamente, não conheço nenhum método que trace um histórico do futuro, com exceção da simetria sanfonada que faz uma pequena parte disso. O estágio em que se encontra a análise técnica, mapeia o passado, mas não mapeia o futuro de forma expandida. Mas, pra que serveria isso? É que o preço de um papel que vigorou no mercado em fevereiro, está refletindo duas coisas, do que ocorreu com esse papel em novembro, dezembro, mas também do que vai acontecer com o papel, nas próximas semanas, nos próximos meses, etc. Esse futuro esperado é o que dita o presente! Mas, esse futuro é incerto, não? Nem tanto, o futuro tem uma componente grande regida pelas intenções tomadas no presente, e o agente se preparou para as intenções futuras. Está todo mundo lá no futuro, e o presente reflete isso! Se é verdade minha tese, é o futuro que tem que ser visto, não o passado.
Um método seguro, seria aquele em que você compra ou vende aquele papel, justificando o que espera de seu comportamento, de sua trajetória, em um bom espaço de tempo no futuro. Mas, isso não é advinhação? Não, cada pessoa que opera no mercado o faz com uma espera de acontecimentos no futuro, cabe a quem analisa, desvendar a intenção da média das pessoas, e sobre cada resultado de sua prospecção para um período, jogar o futuro à frente. O futuro longo, seria apenas um encadeamento de passados justificados. O resultado seria a “vida esperada” do papel, isso me cheira mas eficaz do que a “vida acontecida” do papel. Apenas como exemplo visual, você teria no seu MetaStock projeções para um ano à frente, dia a dia.
Parece fantasia? Que nada, os astrônomos nos avisam com antecedência de anos o que acontecerá com um cometa daqui a 38 anos! E acertam. E por quê conseguem isso? Descobriram o processo científico! E, veja, que esse é um mundo bem maior do o mundo das ações na bolsa de valores! Imagine-se em um ônibus espacial passeando pelo Universo. Sabe-se que o Universo tem aproximadamente a distância de 13 bilhões de anos-luz, e parece ser curvo, as distâncias são medidas de acordo com a velocidade da luz, e a luz se move a 300.000 quilômetros por segundo. Assim, tudo é medido em ano-luz, não tem como medir em quilômetro! Mas 1 ano-luz, é uma distância impensável! Veja só que o perímetro da Terra tem apenas 0,1 segundo-luz, se você passar uma corda em volta da Terra, e esticar a corda tem 0,1 segundo-luz! Da Terra ao Sol, é longe demais, tem 8 minutos-luz, não chega nunca! Mas, logo depois do Sol vem a estrela mais próxima, quando você passar pelo Sol, pergunte pela janela aos soláqueos se a estrela mais próxima já está chegando! Eles vão responder: “Vai fundo, garoto, a estrela Alpha Centauro fica logo aí pela frente, pertinho, a 4,2 anos-luz da Terra!”. Você viu, não é minutos-luz, é anos-luz! Quando você chegar à segunda estrela mais próxima da Terra, Alpha Centauro, que faz parte de bilhões de estrelas da nossa galáxia Via Láctea, pode ser que você tenha vontade de dar uma esticada até uma outra galáxia, sair um pouco da Via Láctea! Andrômeda é a galáxia mais próxima da Via Láceta, siga pra lá no seu ônibus espacial, Andrômeda fica a dois milhões de anos-luz da Terra! Quando daqui olhamos para Andrômeda, a luz dela que chega até nós, saiu de lá a dois milhões de anos luz atrás, o que vemos é uma galáxia antiga, ou seja, o que ocorria lá a dois milhões de anos atrás! Você vê, até a luz procura o futuro! O que está acontecendo hoje em Andrômeda já tem seu futuro determinado!
E nós aqui, desejando usar o passado para prever o valor de uma ação na bolsa de valores no ano que vêm! Tudo bem, tudo certo, como dois e dois são cinco! Vai fundo, garoto!
Ivan Siqueira
23 de setembro de 2011
22 - Da Bolsa de Valores até Adam Smith
(Ivan Siqueira)
Nesse post, vou sair de Wall Street como numa máquina do tempo e vou cair lá na casa de Adam Smith, em 1776. Pra começar estou em Wall Street ainda, ou em qualquer Bolsa de Valores do mundo, quem é que não gostaria de saber como se determina o preço de uma ação, até eu! As histórias são muitas, todo mundo tem uma fórmula, ou um conjunto de mecanismos, sistemas, para se chegar a isso. Alexander Welder, em seu famoso livro “Trading for a Living”, observa que o mercado vive de criar gurus, já foi Edson Gould, Granville, Prechter(que ressuscitou as Ondas de Elliot), Bernstein, Steidlmayer(do market profile), Gann, Elliot, e muitos outros. Todo mundo tem a solução, mas a solução é coisa séria, significa entender o que é o preço de um ativo. Quem sabe isso?
Alguns estudiosos apontam um caminho bem determinado, acham que uma ação tem um preço justo, e é isso o que ela vale, em alguns momentos ela pode ter seu preço negociado acima ou abaixo desse preço justo, mas, cuidado, ela vai buscar esse preço justo, hoje ou amanhã! Os que acreditam nisso são chamados de fundamentalistas. Eles têm uma tarefa árdua pela frente, saber como será o futuro, projetar a empresa, descontar o fluxo de caixa a uma taxa de desconto que também depende do futuro, e encontrar assim, o tal preço justo! Enquanto isso, a galera tá no MetaStock procurando outras coisas. Uns gritam para o lado de lá: Hei, tá me ouvindo! Outros, gritam de lá pra cá: Consegue me ouvir! Ninguém escuta ninguém.
Mas, e os livros de Microeconomia, não é lá o lugar certo de se procurar entender como se formam os preços? Ou teoria não vale de nada? Milton Friedman tem um livro de microeconomia, mas botou o nome do livro, o mais certo, o mais direto, não chamou seu livro de Microeconomia, eu tenho o livro dele, chamou de “Price Theory” (Teoria dos Preços), claro, microeconomia não serve para outra coisa a não ser fazer com que entendamos como os preços se formam. Mas, qual preço? Qualquer preço. Se em um livro desses não tem uma explicação de como os preços das ações se formam, eu deveria esquecer a microeconomia, e até fazer um movimento internacional para retirar das universidades uma matéria que não cumpre o que diz ser! Mas, a verdade, não é essa, está tudo lá na micro, sim, não precisa de MetaStock, nem de fundamentalistas, a teoria dos preços só precisa ser olhada com mais cuidado, entendida, a microeconomia é um excelente corpo de teorias, não tem nada fora dali! Mas, a coisa começa lá atrás, em 1776, quando Adam Smith começou a economeditar sobre o que seriam os preços. Ele fez uma descoberta estarrecedora: tudo tem um preço natural e um preço de mercado. Olhe aí, lembrou dos fundamentalistas? Hoje em dia eles falam em preço justo, né, justo ou natural, dá no mesmo, foram buscar lá em Smith! Depois não querem que eu volte ao passado!
Ivan Siqueira
Nesse post, vou sair de Wall Street como numa máquina do tempo e vou cair lá na casa de Adam Smith, em 1776. Pra começar estou em Wall Street ainda, ou em qualquer Bolsa de Valores do mundo, quem é que não gostaria de saber como se determina o preço de uma ação, até eu! As histórias são muitas, todo mundo tem uma fórmula, ou um conjunto de mecanismos, sistemas, para se chegar a isso. Alexander Welder, em seu famoso livro “Trading for a Living”, observa que o mercado vive de criar gurus, já foi Edson Gould, Granville, Prechter(que ressuscitou as Ondas de Elliot), Bernstein, Steidlmayer(do market profile), Gann, Elliot, e muitos outros. Todo mundo tem a solução, mas a solução é coisa séria, significa entender o que é o preço de um ativo. Quem sabe isso?
Alguns estudiosos apontam um caminho bem determinado, acham que uma ação tem um preço justo, e é isso o que ela vale, em alguns momentos ela pode ter seu preço negociado acima ou abaixo desse preço justo, mas, cuidado, ela vai buscar esse preço justo, hoje ou amanhã! Os que acreditam nisso são chamados de fundamentalistas. Eles têm uma tarefa árdua pela frente, saber como será o futuro, projetar a empresa, descontar o fluxo de caixa a uma taxa de desconto que também depende do futuro, e encontrar assim, o tal preço justo! Enquanto isso, a galera tá no MetaStock procurando outras coisas. Uns gritam para o lado de lá: Hei, tá me ouvindo! Outros, gritam de lá pra cá: Consegue me ouvir! Ninguém escuta ninguém.
Mas, e os livros de Microeconomia, não é lá o lugar certo de se procurar entender como se formam os preços? Ou teoria não vale de nada? Milton Friedman tem um livro de microeconomia, mas botou o nome do livro, o mais certo, o mais direto, não chamou seu livro de Microeconomia, eu tenho o livro dele, chamou de “Price Theory” (Teoria dos Preços), claro, microeconomia não serve para outra coisa a não ser fazer com que entendamos como os preços se formam. Mas, qual preço? Qualquer preço. Se em um livro desses não tem uma explicação de como os preços das ações se formam, eu deveria esquecer a microeconomia, e até fazer um movimento internacional para retirar das universidades uma matéria que não cumpre o que diz ser! Mas, a verdade, não é essa, está tudo lá na micro, sim, não precisa de MetaStock, nem de fundamentalistas, a teoria dos preços só precisa ser olhada com mais cuidado, entendida, a microeconomia é um excelente corpo de teorias, não tem nada fora dali! Mas, a coisa começa lá atrás, em 1776, quando Adam Smith começou a economeditar sobre o que seriam os preços. Ele fez uma descoberta estarrecedora: tudo tem um preço natural e um preço de mercado. Olhe aí, lembrou dos fundamentalistas? Hoje em dia eles falam em preço justo, né, justo ou natural, dá no mesmo, foram buscar lá em Smith! Depois não querem que eu volte ao passado!
Ivan Siqueira
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